Watch Brasil cresce 40% a mais do que expectativa em seu primeiro ano

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A Watch Brasil comemora 40% a mais de clientes do que o planejado para o primeiro ano de operação. A empresa fez o anúncio em sua estreia na Futurecom, evento de tecnologia que segue até amanhã, em São Paulo. Com mais de 3.000 horas de vídeo na programação exclusiva, incluindo milhares de episódios de séries, filmes, títulos de estúdios independentes, títulos infantis e lançamentos para locação/mês, a plataforma ampliou em 35% as horas de streaming disponíveis e passou a ter conteúdos exclusivos, como as séries para a Geração Z da ‘Awesomeness’.

“Começamos em outubro de 2018 e de lá para cá conquistamos 140 provedores regionais (ISPs) como clientes – nossa meta para este ano era de 100 ISPs. Também estamos nos consolidando com títulos exclusivos, uma das grandes necessidades de empresas de streaming. Neste mês lançamos com exclusividade os conteúdos da Awesomeness para o Brasil, marca criada para a Geração Z com dezenas de títulos, entre séries e filmes. Ao mesmo tempo, novos players importantes entraram no mercado e tivemos que redefinir algumas estratégias”, conta Maurício Almeida, cofundador da Watch Brasil.

O executivo se refere às estratégias de ação para o modelo marketplace, anunciadas como iniciativa da versão 2.0. “A Watch Brasil nasceu com a proposta de ser um agregador de conteúdo e criar um marketplace para estúdios trazerem seus conteúdos. Já oferecemos no modelo o maior aplicativo infantil, o Noggin, no entanto, o mercado do streaming cresceu muito e vem mudando em rápida velocidade. Queremos entender melhor qual será a estratégia de companhias como ESPN e FOX, por exemplo, ambas da Disney, principalmente após o lançamento da Disney+”, conta Almeida.

Conteúdos exclusivos da ‘Awesomeness’ marcam nova fase

Na parte de conteúdo, a Watch Brasil, que já tem parcerias com estúdios como Sony Pictures, Paramount+ e Nick Jr., agora está entrando em novo patamar. “A parceria exclusiva com os conteúdos da ‘Awesomeness’ no Brasil trará uma aproximação com a Geração Z, o público que é o principal consumidor de streaming atualmente”, diz Almeida. A empresa também mira em outros grandes estúdios. “Estamos em negociações avançadas com Warner, Universal, BBC e Disney, por meio da Vubiquity (distribuidor deles no Brasil), o que viabiliza um potencial de aumento de 50% em entretenimento de nossa plataforma”, comenta o cofundador.

Já na área de ativação de assinaturas, a Watch Brasil deve ter um salto ainda nesse trimestre. Atualmente, a plataforma tem em sua base cerca de 95 mil assinantes, mas sabe que nem todos estão ativos entre os provedores regionais. No entanto, a empresa prevê uma virada nesta área a partir da parceria com um grande player de mídia, que será anunciado em breve. “Além de aumentar a base de usuários com mais ISPs parceiros, nosso principal foco para 2019 é melhorar nossa taxa de ativação”, declara Almeida.

Desenvolvimento tecnológico e experiência do consumidor de VOD

A Watch Brasil durante seu primeiro ano também apresentou novidades na plataforma, como uso de tecnologia de inteligência artificial e análise de dados com o foco principal ofertar ao cliente final uma experiência de consumo aprimorada.  Mas, além do lado do consumidor final, a empresa também trabalha com a experiência do cliente dela, que é o provedor de internet.

A empresa investiu em integrações com os softwares de gestão empresarial (ERPs) que hoje fazem parte do dia a dia dos ISPs e prepara outras novidades: “Estamos desenvolvendo um backoffice completamente novo para os ISPs. Além disso, todo nosso ecossistema de apps vai mudar a partir de uma nova experiência de usuário (UX) e uma interface bem mais aprimorada (UI)”, anuncia Maurício Almeida.