Uma guerra mundial contra um inimigo comum

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Por Jair Lemes

A pedido dos jornais, portais e blogs para quem já escrevi, costumo fazer textos curtos pois, segundo eles, as pessoas não gostam mais de ler textos longos. Nesse caso, por mais que me esforçasse, não consegui colocar quase quatro dias de pesquisas, interrompidas por conversas sobre o assunto e um pouco mais de um dia de sábado escrevendo este texto, em apenas uma ou duas páginas. Mas me esforcei para que o leitor tivesse um texto bem resumido, acredite, se comparado às versões iniciais do mesmo, que fosse informativo o suficiente e não se entendesse à minha opinião apenas, de forma que, quem o lesse, pudesse também formar suas próprias opiniões a respeito.

Muitos recebem as informações em partes, manipuladas, ou até mesmo falsas e formam opiniões, às vezes até perigosas, antes de estudar bem o assunto e começam então as discussões aquecidas nas mídias sociais, a polarização, a politização e desentendimentos de quem deveria estar unido neste momento tão difícil da história.  Neste caso, principalmente entre as pessoas que acreditam em distanciamento social e aquelas que acreditam que as pessoas devem voltar imediatamente a trabalhar tomando os cuidados mínimos necessários para evitar a disseminação do vírus.  Pouco se fala sobre um caminho intermediário ou alguma solução mais “inteligente”.  Muita dificuldade em pensar “fora da caixa” neste momento que parece ser de desespero.  Após ler sobre o assunto, tudo me leva a crer que extremismos não funcionarão e um mundo dividido e incapaz de coordenar ações conjuntas enfrentará sérias dificuldades no combate ao vírus, aumentando, ainda mais, as fatalidades e impactos econômicos.

O mundo está em guerra e não entre seus países, mas sim todos contra o vírus. Os países ricos terão de ajudar os mais pobres e com certeza não é a hora de discutir de quem é a culpa da origem do vírus.  É hora de atuarmos juntos de forma coordenada, esquerda e direita, pobres e ricos, empresários e empregados, chineses e americanos.

Em apenas dois meses, a economia mundial virou de cabeça para baixo.  As bolsas de valores caíram em um terço e, em muitos países, fábricas, aeroportos, escritórios, escolas e lojas foram fechadas para tentar conter o vírus.  Os trabalhadores estão preocupados com seus empregos e os investidores temem que as empresas deixem de pagar suas dívidas.  Tudo isso aponta para uma das mais acentuadas contrações econômicas nos tempos modernos.

A história não é muito um guia.  A pandemia global de 1918 ocorreu quando a economia foi destruída pela guerra.  Mas, como diria o filósofo George Santayana, aqueles que não conseguem lembrar do passado, estão condenados a repeti-lo.  Aprendemos com os erros do passado para tentar não os repetir e, hoje, temos mais ferramentas para enfrentar essa crise.

O que fazer?

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Jair Lemes – É diretor de Gestão e CEO da Brava Capital, apresentador do quadro Capital Inteligente no programa Inova 360, na Record News, e assina coluna de mesmo nome no Inova360/R7. É especialista em investimentos e finanças, com certificação CFA, e professor de Finanças na CFA Society Brasil.

LinkedIn: https://www.linkedin.com/in/jairlemes/