Tecnologia mal-empregada pode causar problemas na saúde física e mental

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 Por Rodolfo Tamborin

Que a tecnologia revolucionou o mundo todos nós já sabemos. Temos aplicativos que nos ajudam a cuidar da nossa saúde, dos nossos estudos, da nossa locomoção, dos nossos compromissos, dos nossos relacionamentos e até apps que nos lembram de tomar água e de comer o que deveríamos estar comendo. Porém, até quando a tecnologia só nos trará benefícios?! Pelo jeito já passamos o ponto.

A frase dita pelo professor e físico Albert Einstein, há muito tempo antes desta revolução tecnológica que conhecemos, já era um aviso: “Eu temo o dia em que a tecnologia ultrapasse a nossa interação humana e o mundo terá uma geração de idiotas”. Apesar da frase ter um tom polêmico e de certa forma “forte”, estamos indo para esta direção, a de uma linhagem de seres humanos que carinhosamente eu chamo de “Geração de Mosquitos”. Eu explico: observe as pessoas ou casais na próxima vez que for a uma festa ou restaurante. Elas, apesar de terem saído para trocar conexões físicas como o olho no olho, abraços e sorrisos sinceros, ainda estarão olhando para aquela luz azulada que vem do seus aparelhos celulares. Exatamente como mosquitos que são atraídos por tudo que brilha, no nosso caso, as telas. O que antes era a televisão, hoje são os smartphones.

É possível citar diversas formas da tecnologia, que, quando mal-empregadas, podem nos causar atrasos e até mesmo problemas em nossa saúde física e mental, como por exemplo o excesso de poluição eletromagnética emitida pelos aparelhos celulares, computadores e notebooks, o que já foi associado a sérios problemas de ordem emocional ou psicológica como a ansiedade, TDAH (transtorno de déficit de atenção e hiperatividade) e fisiológica, como insônia e câncer.

O Brasil é o país campeão em pessoas com distúrbios de ansiedade, número um no mundo, segundo a OMS – Organização Mundial de Saúde; 9,3% da população brasileira sofre de ansiedade, aproximadamente 18,6 milhões de pessoas. Para resolvermos isto deveríamos adotar uma mentalidade de que nós é que controlamos os celulares  e não o contrário, dosando melhor o uso e contato com essas tecnologias. Isso já seria de grande ajuda. Mas existem vários métodos que estão ao nosso alcance que podem ajudar a não somente dominarmos nossas emoções, como a ansiedade, mas também a controlar a compulsão pelo uso de celulares.

A hipnoterapia vem sendo utilizada, há muitos anos, como um dos métodos mais poderosos em resolução de conflitos internos, como traumas, controle emocional e melhora comportamental. Famosos buscam o tratamento à base de hipnose, tendo em vista os resultados duradouros e rápidos quando comparados a métodos mais tradicionais, como terapias. Podemos citar Brad Pitt, Matt Damon e Britney Spears que recorreram à hipnoterapia para deixar o vício de fumar. A cantora Katy Perry buscou esta ferramenta para superar o término do relacionamento com o também cantor John Legend; e para encerrar os exemplos, a cantora e compositora Adele, que sofria de crises de ansiedade, se beneficiou com a hipnose clínica e, com isso, conseguiu subir ao palco e interpretar sua canção Sky Fall, na cerimônia do Oscar 2013.

Portando, hoje, podemos citar a hipnoterapia como uma ciência poderosa e mais que atual na resolução dos grandes males ‘modernos’ que enfrentamos. E você, já se beneficiou com a Hipnose Clínica?

 

Rodolfo Tamborin é empresário, estrategista de vida e negócios, hipnólogo clínico, diretor do Departamento de Intervenção Estratégica da Escola de Auto-Hipnose Mateus Grou