O que é design para você?

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“Desenho, estética, forma, função, criação, a solução para um problema? Será que nossas escolas, organizações e dirigentes (público e privado) sabem diferenciar o design da estética ao estratégico, da função a gestão e como o entendimento mais amplo da cultura do design e suas ferramentas podem de fato posicionar seu negócio no mercado

“Desenho, estética, forma, função, criação, a solução para um problema?

Será que nossas escolas, organizações e dirigentes (público e privado) sabem diferenciar o design da estética ao estratégico, da função a gestão e como o entendimento mais amplo da cultura do design e suas ferramentas podem de fato posicionar seu negócio no mercado com mais valor percebido e relevância, identificar pequenos detalhes da sua organização e seus produtos e serviços que passam despercebidos e podem se transformar em experiências significativas. Vamos falar sobre essa jornada do Design no Brasil?”

Experimente digitar a palavra design no google e veja o número de resultados, tende ao infinito. Mas como interpretar os resultados e de fato compreender a cultura do design, uma abordagem que antes era restrita a estética e utilizada principalmente no desenho dos produtos e agora inspira a cultura organizacional como estratégia que é uma nova abordagem aos problemas complexos dessa mudança de era e das rápidas transformações que vivemos.

É isso mesmo, o design tornou-se essencial para a estratégia e inovação da cultura organizacional, seja para o empreendedor, intraempreendedor, startups, grandes ou pequenas empresas.

A evolução do design começou a ficar aparente e evidente após grandes empresas e marcas declararem que o design estava por trás da estratégia e do sucesso de muitos produtos e serviços. E assim muitas organizações começam a introduzir o design, para diversos contextos e setores.

Vamos ver (figura) e refletir sobre a evolução do design e sua contribuição para as empresas aqui no Brasil.

DÉCADA DE 80. As organizações privilegiavam o produto e sua função, éramos atraídos pela forma e sua performance e o designer atuava como um braço da engenharia. Vendíamos e expressamos nas mensagens publicitárias os atributos racionais. Tínhamos poucos concorrentes, lembram?

DÉCADA DE 90. Destaque para a qualidade como diferenciação no ponto de venda, além é claro da estética. Organizações introduziram vários programas da qualidade e tivemos a internet e a abertura de mercado, dois eventos que evidenciaram um posicionamento mais forte do design nas empresas, então, precisávamos de um produto com mais destaque no ponto de venda e estávamos abertos ao mundo. Nesse momento as mensagens publicitárias vendiam os benefícios funcionais

ANOS 2000. Em muitas empresas o design migra da engenharia para a direção de marketing, a evolução do mundo digital e das redes sociais traz um novo perfil de consumidor, marcas precisavam de um novo posicionamento e o design se conecta ao branding. Em meados dessa década no Brasil aparece o Design Thinking, proporcionando uma nova visão de projeto: deixamos de ver apenas as pessoas como consumidores e passamos a conviver com os usuários, de criar coisas para as pessoas, passamos a criar com as pessoas. Com isso agora evidenciamos nas mensagens publicitárias os Benefícios Emocionais.

NOVA DÉCADA. Definitivamente o design se posiciona como cultura de inovação e estratégia nas organizações, com discurso, linguagem e ferramenta própria. O projeto agora é centrado no usuário, alias de onde saíram as grandes inovações e novos modelos de negócio da nova economia. O Design Thinking e o Design de Serviços estabelecem interações com toda a jornada do usuário, em cada momento e situação do seu relacionamento com o produto ou serviço e as interpretações dos problemas que configuram essa nova era que na maioria das vezes são mal definidas, essa interação com o usuário nos mostra as evidências do grau de satisfação ou insatisfação do usuário.

Enfim chegamos aos valores emocionais.

E agora? Onde estamos? Como nos posicionamos perante a essa nova era? Entramos na economia da experiência. Saímos de um mundo tangível para um mundo intangível, da aparência para a essência.

Outro ponto importante é colocar o design bem mais próximo do coração da empresa. Uma empresa com a cultura centrada no design vai muito além de uma função, pois trata-se, de um instrumento essencial para ajudar a simplificar e humanizar os processos. Não devemos utilizar o design como algo extra, mas uma competência imprescindível. O Design tem um conjunto de concepções estratégicas que pode ajudar você a ter ideias que servem para a vida.

Nessa nova economia, as pessoas querem experiências do que as coisas proporcionam. Nosso cliente não quer apenas ser bem atendido, ele quer ser surpreendido. 

PENSE DESIGN!

MARCOS BATISTA | Design & Inovação

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