Negócios digitais: o Bitcoin como ativo de proteção após o Coronavírus

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Por Alex Silva

A economia global se prepara para uma recessão em 2020.

A pandemia provocada pelo novo coronavírus (Covid-19) está causando uma crise econômica severa e generalizada.

Devido ao isolamento social, a maior parte da indústria, comércio e agronegócio permanece com as atividades semi paralisadas desde o início de março.

O principal motivo é o fato de que as forças de trabalho estão impedidas de realizar as suas atividades habituais por tempo indeterminado.

Com este cenário em tela, dados do Fundo Monetário Internacional indicam que o ano de 2020 terminará com uma retração do Produto Interno Bruto (PIB) na casa dos 3%.

No Brasil, a situação é ainda pior: o PIB está previsto para cair 5,3% em 2020.

Haverá aumento no número de desempregados e o fechamento de diversas empresas.

Por conta disso, os investidores estão buscando alternativas de investimento seguras para proteger a sua cesta de ativos contra as incertezas dos próximos meses.

Você sabia que o Bitcoin (BTC) é considerado um porto seguro em momentos de crise?

Se quer saber mais sobre o Bitcoin como ativo de proteção após o coronavírus, confira os próximos tópicos.

Plataforma Blockchain

O Bitcoin é a principal criptomoeda disponível no mercado.

Baseado na plataforma blockchain, o Bitcoin se tornou uma alternativa interessante de investimento para quem busca segurança em tempos de crise.

Mas como isso ocorreu? Entenda como a blockchain se tornou o terreno mais seguro para os investidores.

Funcionamento do Blockchain

A plataforma blockchain é a base do Bitcoin e das demais criptomoedas.

Se você tem interesse em se aprofundar no assunto, confira este artigo, no qual a tecnologia blockchain é explicada em detalhes.

De maneira simplificada, o blockchain pode ser entendido como um registro (ledger) através do qual empresas e pessoas podem armazenar e trocar informações entre si.

O blockchain conta com uma estrutura diferente dos modelos de registro convencionais, pois é baseado nos seguintes princípios:

– Descentralização: todas as operações são descentralizadas e não dependem de um intermediador

– Consenso: as transações são validadas através do consenso de milhares de participantes da rede

– Validação: a mineração de bitcoin faz com que seja possível validar as transações através de cálculos matemáticos

– Criptografia: as partes permanecem em anonimato e todas as transações são criptografadas

O blockchain é virtualmente impossível de se hackear e não depende de governos ou instituições privadas.

Deu para entender que o Blockchain fornece um ambiente seguro para as transações de Bitcoin, correto?

Agora, chegou a hora de compreender o motivo de o Bitcoin ter se tornado uma alternativa de investimento seguro e relevante para os investidores em busca de um ativo refúgio (safe haven).

Bitcoin como ativo de proteção

Por muito tempo, o Bitcoin foi visto como um ativo extremamente volátil, ou seja, um investimento de risco, visto que o seu valor pode variar muito em um espaço de tempo relativamente curto.

De certa maneira, o Bitcoin é mais volátil do que o de ativos tradicionais.

Porém, é necessário entender que as suas variações vêm diminuindo cada vez mais, haja vista que a sua utilização se disseminou no mercado.

Atualmente, investir em criptomoedas se tornou obrigatório para quem deseja ter uma cesta de investimentos diversificada. O mercado já disponibiliza fundos de investimentos compostos por criptomoedas e títulos da dívida pública, por exemplo.

Comportamento do Bitcoin

O Bitcoin sofreu uma forte queda em março, quando o mercado se deu conta do tamanho do problema gerado pela pandemia do coronavírus.

Porém, isso ocorreu com os demais ativos de proteção, como o ouro.

No mundo dos investimentos, o ouro é considerado um dos ativos de proteção mais tradicionais à disposição do público, devido a fatores culturais e econômicos.

Por esse motivo, é interessante observar a correlação entre o preço do ouro e o do Bitcoin durante os últimos meses:

Através do gráfico, é possível denotar que o movimento de preços do Bitcoin (linha laranja) seguiu a mesma tendência do preço do ouro.

Além disso, logo após a queda brusca, o mercado mostrou sinais de recuperação, e o valor do Bitcoin começou a se elevar para os patamares mais tradicionais.

Bitcoin na crise do coronavírus

Ativo de proteção é aquele que tende a manter ou aumentar o seu valor em tempos de crise.

No caso dos ativos de proteção, fatores culturais, como o histórico de cotações, e econômicos, fazem com que as pessoas acreditem no seu potencial de preços.

Durante a pandemia do coronavírus, o Bitcoin está sendo considerado um ativo refúgio devido a alguns motivos:

Comportamento do FED e do Dólar

Normalmente, os investidores “largam” os outros ativos para se dedicarem à compra do dólar e de títulos públicos americanos durante períodos de instabilidade.

Contudo, na crise do coronavírus, esse comportamento está alterado: os investidores não estão satisfeitos com a maneira como o FED está lidando com a crise.

Por esse motivo, a busca por investimentos alternativos – como o Bitcoin – para servir de proteção tem aumentado.

Liquidez

O Bitcoin é amplamente aceito como moeda de negociação nos principais mercados do mundo.

Quando necessário, o investimento pode ser convertido em dinheiro tradicional de maneira instantânea, o que favorece a sua manutenção no portfólio de investimentos.

Crescimento econômico

Embora enfrente períodos de queda no valor, a linha de crescimento do preço do Bitcoin é historicamente crescente, desde que o criptoativo foi criado em 2008.

Além disso, o processo de mineração de Bitcoins faz com que a moeda seja um bem cada vez mais escasso e, portanto, mais valioso.

Independência de Bancos Centrais

Finalmente, o fato de que o Bitcoin é uma moeda descentralizada e que não depende da política financeira do Banco Central de nenhum país favorece o seu uso como um ativo de proteção.

Com o Bitcoin, não é possível “imprimir dinheiro” ou forçar o seu valor para cima ou para baixo: apenas a oferta e demanda de mercado ditam a tendência de preços do ativo.

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Alex Silva é colunista do Inova360/R7 e comentarista do Programa de TV Inova360, na Record News. É palestrante e consultor de Bitcoin, Criptomoedas e Blockchain.

https://www.alexsilvanegociosdigitais.com.br/